#Francisca de Paula Freitas Castro, (nossos 3º avós), nasceu em Guaraciaba (MG) e faleceu às
22:00hs em Viçosa MG
em 11/10/1903 (aos 71 anos de idade) , casou-se
com Bruno Eugênio Dias de Carvalho,
(aos 18 anos) em 15/09/1849 na Matriz de Guaraciaba MG.
CÓPIA DA CERTIDÃO DE CASAMENTO E DO ATESTADO
DE OBITO DE FRANCISCA DE PAULA FREITAS CASTRO
Bruno Eugênio Dias de Carvalho, era funcionário público,
foi chefe de secção da Administração Fazendária, da Província de Minas Gerais, haja
vista que encontra-se seu nome nos relatórios da Assembléia Legislativa
Provincial de Minas Gerais, apresentado em 1856, pelo Conselheiro Herculano
Ferreira Pena ( Presidente da Província), e em 1859, no relatório do Conselheiro Carlos
Carneiro de Campos (Presidente da Província), apresentado no “acto de passar a
administração”. E ainda, na exposição no “acto de passar a administração” no
dia 2 de outubro de 1864. (Documentos extraídos do Arquivo Público Mineiro,
AHG- 011790- 1859, AHG- 011784- 1856).
Residiu em Ouro Preto, em 1864 foi publicado no Almanaque Mineiro de
Ouro Preto, morou na Rua Direita de Antônio Dias (hoje, Rua Bernardo
Vasconcelos, bairro de Antônio Dias). Bruno Eugênio, era irmão de José Pedro Dias
de Carvalho, professor de latim e jornalista, dono de uma tipográfica onde
editava seu jornal, o “
PATRIOTA MINEIRO”, redator do “ITACOLOMI”, diretor do “UNIVERSAL”, o jornal
circulou até a véspera da Revolução de 1842, quando seu proprietário fechou o
periódico e usou seus tipos para serem derretidos e transformados em munição
para os rebeldes. Esse é um dos fatos mais radicais do jornalismo brasileiro, o
que contrasta bastante com a moderação da imprensa mineira. Em 1842, foi eleito deputado da Assembléia
Constituinte, dissolvida pelo poder monárquico, deixou-se influenciar pelas
idéias liberais tão em voga na época e tomou parte ativa na revolução de 1842, chegando
a vender tudo o que possuía em prol da causa revolucionária. Tornou-se ele um
dos lideres da revolução ao lado de Teófilo Otoni e Cônego José Antonio
Marinho. Com a derrota imposta por Caxias, foi preso, julgado e sentenciado
beneficiando-se mais tarde do indulto concedido pelo imperador. Daí por diante continuou
sua carreira política, tornando-se deputado em 1848, conselheiro do império,
senador, ministro da fazenda por três vezes, vice-presidente em 1847 e
presidente em 1848 da Província de Minas Gerais. Sócio do Instituto Histórico e
Geográfico Brasileiro, Diretor do Banco do Brasil.
Encontramos no “Ephemerides
Mineiras”: Sobre a filiação, infância e adolescência deste ilustre mineiro não
há noticias averiguadas e documentos conhecidos.
COPIA
DA FOTO, AUTOGRAFADA POR CONDE D’EU (Verificar o que diz o autografo).
Encontramos no site: www.villariso.com.br :
Limitada de um lado pelo Oceano Atlântico e do outro por uma cadeia de
montanhas, a VILLA RISO, tem sua origem no MORGADIO DE ASSECA depois FAZENDINHA
DE SÃO JOSÉ DA ALAGOINHA DA GÁVEA, que ia do alto da Boa Vista, na Gávea à
Jacarepaguá. Morada de gente ilustre como Salvador Correia de Sá Benevides, um
de seus primeiros proprietários e dono de uma extensa biografia, como homem
público e político, merecendo pelos seus extraordinários feitos a nomeação como
Almirante do Mar do Sul; filho de Marin Correia de Sá, que em 1603 obteve o
posto de Governador do Rio de janeiro, e neto de Salvador Correia de Sá,
primeiro Capitão-Mor do Rio de Janeiro.
A casa grande do MORGADIO DE ASSECA, onde moravam os senhores
deste pequeno feudo, tem à frente colossais palmeiras imperiais plantadas pelas
próprias mãos de D. Pedro II por volta de 1868, quando tendo ido ver uma baleia
que apareceu no Costão da Gávea, foi convidado pelo Senador João Pedro Dias de
Carvalho para visitar esta fazendinha da qual era então proprietário.
Morto o Senador, seus herdeiros venderam grande parte das terras a
da Gávea e outras ao Sr. Francisco Antonio Martins.
Pelos idos de 1880 o Conselheiro Antonio Ferreira Vianna, para
fugir ao político do então Governador Marechal Floriano Peixoto, alugou a
fazenda e, encantado com sua beleza natural, posteriormente a comprou.
Observamos, a falta de
registro da família “Dias de Carvalho” não conseguimos, por exemplo o nome dos
pais de Bruno Eugênio, talvez pela sua origem judaica. Segundo o historiador
Paulo Valadares: ” HAVIA RAZÕES
SÉRIAS PARA QUE CRISTÃOS NOVOS ESCONDESSEM SUAS RAÍZES JUDAICAS, DIZ O
HISTORIADOR,, UM DOS AUTORES DO "DICIONÁRIO SEFARADI DE SOBRENOMES" –
SEFARADI OU SEFARADITA É A FORMA COMO SÃO DESIGNADOS OS JUDEUS DA PENÍNSULA
IBÉRICA.
"A
INQUISIÇÃO FOI UMA FORMA DE APARTHEID. OS QUE TINHAM ORIGEM JUDAICA TINHAM DE
PAGAR MAIS TRIBUTOS E NÃO TINHAM ACESSO A CERTOS CARGOS", AFIRMA VALADARES.
PARA
INGRESSAR EM
ORDENS RELIGIOSAS OU NO EXÉRCITO, O CANDIDATO PRECISAVA
PROVAR QUE NÃO TINHA ANTEPASSADO JUDEU, ÁRABE, NEGRO OU ÍNDIO POR ATÉ SETE
GERAÇÕES.
PARA
ASCENDER, ERA NECESSÁRIO RENEGAR O PASSADO.
Francisca de Paula Freitas Castro e Bruno Eugênio Dias de Carvalho o casal teve 4 filhos:
# Eugênia Dias de Carvalho,
falecida em 05/05/1858 em
Ouro Preto , inocente, branca, filha legítima, foi encomendada
e sepultada no Carmo;
#Christiano Eugênio Dias de
Carvalho, teve como padrinhos de batismo seus avós maternos, José Tristão de
Freitas Castro e Luiza Clara Moreira Castro, em 08/06/1852, em Ouro Preto , formou-se em farmácia pela Escola de Ouro
Preto MG em 1867, casou-se com Cornélia Balduína; encontramos seu nome na
edilidade viçosense de (1877 – 1878),
quando presidente Carlos Vaz de Mello e seus membros: Francisco José da Silva
Cardozo; Joaquim Lino de Freitas e Castro; José Cardoso Dias
Manoel Bernardes de Souza Silvino; Manoel Isidoro da Silva Ramos e Silvestre Lopes de Faria Reis.
Manoel Bernardes de Souza Silvino; Manoel Isidoro da Silva Ramos e Silvestre Lopes de Faria Reis.
#Francisco Eugênio Dias de
Carvalho, casou-se com Filomena Marta Freitas Castro;
#José Eugênio Dias de Carvalho, (nossos 2º avós), nasceu em 06/02/1859, formou em farmácia
pela Escola de Ouro Preto em 1883, casou-se
com Ana Custódia Lopes de Farias Reis,
(que passou a chamar Ana Custódia Lopes de Carvalho)..
Encontramos o nome de José Eugênio Dias de Carvalho, como
membro da edilidade viçosense entre 1887-1890, quando presidente Carlos
Vaz de Mello e seus membros: Antônio da Silva Araújo; Antônio Francisco de
Souza Lima; Antônio Manoel de Freitas; Antônio Moreira Faria; Joaquim Fellipe
Galvão; Laurindo José de Gouvêa.
Mudando-se mais tarde para
Porto Firme, onde possuía uma farmácia e depois para Piranga, , onde faleceu em
09/11/1902 e encontra-se enterrado, como Presidente e Agente Executivo da
Câmara Municipal, desta. Faleceu precocemente, aos 43 anos, os filhos
órfãos de pai, foram criados pela viúva e seus dois irmãos Padre Francisco Lopes de
Faria Reis (Padre Chiquinho) e Joaquina Lopes de Faria Reis (Quininha) que
residia na Fazenda Bom Sucesso. Padre
Chiquinho, era filho de Francisco Lopes de Farias Reis e Antonia Maria da
Conceição e neto paterno de Silvestre Lopes de Faria Reis, ordenou-se
sacerdote em 19 de abril de 1896, nasceu em 30/11/1868 e faleceu em 22/04/1951,
sepultado no tumulo nº 7 do cemitério Dom Viçoso, ele veio morar nesta cidade
após servir como pároco, por 41 anos, na cidade de Calambau (Presidente
Bernardes). Muito dedicado a família todo mês de agosto passava férias em
Viçosa, celebrando missas nas diversas fazendas dos parentes, as quais ficavam
as margem da atual rodovia asfaltada na direção de Coimbra. Residiu na Praça do
Rosário,nº 15, com seu sobrinho Dr.
Christovam Lopes de Carvalho.
Os filhos de José Eugênio, com
exceção de Christovam, que era médico, viveram do cultivo da terra e eram
proprietários de muitas fazendas e sítios no município de Viçosa, assim como:
Bom Sucesso, Dom Bosco, Criciúma, Canela, Lambari, Espinho, Palmital, Cristais,
Ponte Alta, São Benedito, Boa Vista, etc...Essas propriedades estão hoje
divididas e pertencem a netos, bisnetos e outros.
NOSSO TRONCO VIÇOSENSE
- Ana Custódia Lopes de Faria
Reis
Ao ler a reportagem escrita
por Dr. Raimundo Faria, ele voltou um
século e meio aos seus
antepassados: A “raça” se
multiplicou e foram construindo casas ate formar uma rua – a Rua de Baixo ,
hoje Senador Vaz de Melo.
Chamam-nos filhos de judia
cigana com cachorro zangado
...Hanna, a “ Sinhana” , era
uma judia da Checoslováquia
que aparecera por aqui em companhia de uns ciganos e se casou com Jacob que
ninguém sabe da onde tinha vindo . No livro “ Fatos e Vultos de Viçosa “
de Alexandre Alencar , consta como
filhos de Hanna e Jacob : Antonio Lopes
de Faria Reis, Jose Lopes de Faria Reis, Silvestre Lopes de Faria Reis , Francisco
Lopes de Faria Reis . O Capitão Jose Maria Santana e Jacob Lopes de Faria são
dois marcos históricos fincados na consciência dos viçosenses .Os filhos desses dois varões
uniram-se em casamentos...e apresentaram um lema : nenhum seria débil com
respeito ao outro ; nenhum seria mais forte .
Algo me chamou atenção, pois
sabia que minha bisavó chamava Ana Lopes de Faria Reis e resolvi a pesquisar
para tentar decifrar a minha origem viçosense. E descobri em notícias extraídas
do jornal “A Cidade de Viçosa”, fundado no século passado ( jornal semanal, de
quatro páginas) que:
“O Alferes Jacob vem da cidade
de Lamim , no inicio do século XIX, compra uma cigana de nome Hanna Franco , em Capela das Dores, perto de Carangola , e
com ela tem doze filhos. A fazenda dos
herdeiros do falecido Padre Manoel Inácio de Castro, que eram do Capitão José
Maria e o Major Cipriaco , seu cunhado, contava
com três léguas de extensão com
matas de palmito, foi vendida para o Alferes Jacob pela quantia de seis contos
e quinhentos mil reis. O comprador Jacob Lopes de Faria havia vendido sua
fazenda em Capela Nova , por isso
comprara a fazenda dos herdeiros do Padre Manoel Inácio . Em 17 de agosto de
1899, falece Cel Joaquim Lopes de Faria Reis, no município do Rio Branco, onde
residia e era abastado proprietário, irmão do Cel Silvestre Lopes de Faria Reis
, quando atravessava a linha do ramal férreo da Leopoldina ,em frente a própria
residência, nessa ocasião passava um comboio , por descuido , imprudência ou
perversidade do maquinista que não deu contra vapor a tempo, foi apanhado na
linha o Cel. O maquinista foi preso.”
Em 8 de março de 1800, um dos
moradores dessa vila , Pe. Francisco José da Silva , obteve licença de D. Frei Cipriano
de São José , 5* Bispo de Mariana , para erguer uma ermida , sob a invocação de
Santa Rita , Santa de sua devoção. Dentro pouco tempo esta ermida passava à
Capela de Santa Rita e aí foi formando
um povoado, já que todos construíam casas perto da Capela, ocasião em que o
povoado passou a chamar –se Santa Rita do Turvo (por causa da Santa e do Rio)
.
Em 1830 , o povoado de Santa Rita do Turvo
contava apenas 22 famílias .
Em 1850, constroí-se a igreja de Santa Rita de Cássia a partir da
frente da capela então existente e que havia sido erigida no início do século .
Essa demolida em 1955, para dar lugar ao atual Santuário de Santa Rita. Ao redor , várias família constroem suas
casas.No povoado de Santa Rita do Turvo
, as casas existentes eram de abastados fazendeiros como Silvestre Lopes de Faria Reis, Francisco
Lopes de Faria Reis avô e pai do padre Chiquinho, respectivamente.A casa do
Silvestre veio a pertencer ,
posteriormente , a João Tristão Gonçalves Guimarães , conhecido por “Barão” . Está também Antônio Lopes de
Faria Reis ,
José Lopes de Faria Reis , Antônio Modesto, casado com a filha de
Silvestre
Lopes . A
maioria dos Jacob moram na rua de Baixo, hoje Senador Vaz de Mello.Todas
estas habitações já foram demolidas e pertenciam a uma ilustre família .O meio de
sobrevivência, além da lavoura , pois quase todos são fazendeiros, é
o comércio de gênero alimentícios e outras quinquilharias . O que a região não
produzia , é adquirido principalmente no Rio de Janeiro , na Corte , em
viagens que duram até quatro meses, feitas em lombo de burro. O povoado vivia
em função das propriedades rurais de
suas cercanias. A fertilidade do solo e
a salubridade do clima grangearam-lhe
renome e atraíram para este povoado os primeiros colonizadores , vindos das regiões
de mineração , em conseqüência da crise de gêneros de primeira necessidade
. Os fazendeiros possuiam casas na cidade , onde faziam moradias transitórias
ocupando-as por ocasiões de festas
religiosas , dias santos ou domingos . São famílias tradicionais de Viçosa : a família Jacob Lopes de Faria e
Família Sant’Anna. São dois marcos históricos fincados na consciência dos
viçosenses . Do livro : “ Viçosa : meu município “. de Terezinha Azis Alexandre
Santa’Ana.
Encontrei no livro Viçosa
Mudanças Socioculturais Evolução Histórica e Tendências de Maria do Carmo
Tafuri Paniago, no item 5- Viçosa – Início de colonização.5.1 As Famílias
Pioneiras. A etnia do viçosense parece ser resultado da fusão do índio , do
negro e dos colonizadores portugueses e outros que vieram ter à região à
procura de melhores terras para a
agricultura .
Há um consenso entre
vários autores , quando situam os
primórdios da colonização de Viçosa no princípio do século XIX, isto é , a
partir de 1800, e dão a maioria das famílias pioneiras como oriundas das zonas
auríferas de Ouro Preto, Mariana e Piranga . Esses primeiros colonizadores
fixaram às margens do Rio Turvo , abrindo as primeiras sesmarias e formando as
propriedades rurais que deram origem a um pequeno núcleo populacional, o qual
seria o berço da atual cidade de Viçosa .
Assim em 08 de março de 1800,
um dos moradores, o Padre Francisco Jose Silva , obteve do quinto bispo de
Mariana, D. Frei Cipriano de São Jose, licença para ali erigir uma ermida
passaria a Capela de Santa Rita e daria seu nome ao nascente povoado,
juntamente com o nome do rio que atravessa- o Turvo. Nascia , então , o povoado de Santa Rita do
Turvo .
Segundo o site ORIGEM.BIZ: Francisco
Lopes de Faria c.c. Rosa Francisca da Silva
Natural da aplicação de Nossa Senhora da
Glória (atual Caranaíba, MG), filial de Caríjós (atual Conselheiro Lafaiete,
MG), onde foi batizado em 26 de dezembro de 1763. Casado a primeira vez no
mesmo local, em 27 de agosto de 1787, com Rosa Francisca da Silva (seu nome
aparece também como Rosa Maria da Silva), de quem teve os filhos Antonio,
Manoel, Silvestre e Maria Rosa; a segunda vez, na primeira década do século
XIX, casou-se com Francisca Rosa da Silva, de quem teve o filho Silvério. (cf.
Souza, Genealogia e história de Capela Nova das Dores, p. 136-137 e 170, que,
na p. 92, dá, como mãe de Manoel Lopes de Faria, Custódia da Assunção, enquanto
na p. 170 informa que é Rosa da Silva; cf. Cristiano João dos Reis Milagres de
Paula, o Capitão Silvestre Lopes de Faria é filho do primeiro casamento de
Francisco Lopes de Faria, e não do segundo, de que lhe nasceu foi o filho
Silvério, cujo nome em alguns documentos aparece como Silvestre, gerando
confusão)
Casada com Francisco Lopes de Faria, de quem teve os
filhos abaixo. (cf. Souza, Genealogia e história de Capela Nova das Dores, p.
136-137, 142 e 170; na p. 92, ele dá, como mãe de Manoel Lopes de Faria,
Custódia da Assunção; na p. 170, Rosa da Silva, filha de Luiz da Silva Pinto e
Leonor Pereira, o que indica que o dado abaixo necessita de confirmação; cf.
Cristiano João dos Reis Milagres de Paula, o Capitão Silvestre Lopes de Faria é
filho de Rosa Francisca da Silva e não de Francisca Rosa da Silva, a segunda
esposa de Francisco Lopes de Faria)
Agora recentemente descubro por intermédio de seu trisneto Cristiano João dos Reis Milagres
de Paula que : Silvestre Lopes de Faria, que nasceu em 31 de dezembro de 1796
(Cristiano João dos Reis Milagres de Paula, mensagem à Gen-Minas de 19 ago
2010, trisneto de Silvestre) e se casou na capela da Piedade da Espera à uma
hora da tarde de 14 de julho de 1817 (MG38.C2, 57v) com Joaquina Maria dos Reis
(ou Joaquina Francisca dos Reis), nascida em Itaverava, de 16 anos de idade,
filha do alferes Manuel da Rocha dos Reis e Bárbara Francisca da Encarnação.
Em mensagem à Gen-Minas, em 14 jul 2010, o mesmo Cristiano
João, trineto informou que a família se mudou entre 1845 e 1860 de Lamin para
Santa Rita do Turvo (Viçosa).
Silvestre Lopes de Faria casado com Joaquina Maria dos Reis, estes
precedentes de Lamim e Itaverava, em 1856 já estavam em Santa Rita do Turvo,
conforme o registro de terras do Silvestre e de seu genro Antônio Modesto da
Silva casado Maria Francisca dos Reis. Antônio Modesto se fez representar pelo
seu sogro Silvestre Lopes de Faria que assinou a seu rogo.
Cópias do registro de terras de
Silvestre e de Antônio:
Silvestre Lopes de Faria e Joaquina Maria dos Reis tiveram:
1-
Joaquim,
batizado aos 13 de dezembro de 1824 em Conselheiro
Lafaiete.
2-
Antônio,
batizado aos 30 de junho de 1829 em Itaverava.
3-
Francisco,
batizado aos 21 de dezembro de 1830 em Itaverava.
4-
Silvestre,
batizado aos 8 de outubro de 1832 em Itaverava.
5-
Faria,
batizado em 3 de novembro de 1833 em Itaverava.
6-
Fortunato,
batizado em 20 de setembro de 1835 em Itaverava.
7-
Marcelina, batizada
em 28 de dezembro de 1837 em Itaverava.
Publicação no jornal Liberal Mineiro informando a inauguração da
Fabrica de Fiação e Tecidos da Cidade de Viçosa, pertencente a uma sociedade em
comandita de 16 sócios, a qual gira sob razão de Mello & Reis, sendo sócio gerente Carlos Vaz de Mello
e Silvestre Lopes de Faria Reis. Descreve-se a localização e o maquinário.
Encontramos no Diário Oficial de setembro de 1890 e de fevereiro de
1909, Atas da Assembléia Geral Extraordinária dos Accionistas (da Companhia
União Industrial, da Fabrica de Fiação e Tecidos da Cidade de
Viçosa).
Liado, indicou o accionista Anacleto Xavier
Monteiro, indicação esta que fai unanimemente
amena e approvada.
Tomando assento na mesa, o referido presia
Unte, convidou para secretarlos os accionistas
Fralicisco Lopes de Faria Reis e Sebastião
`fito Lopes de Sà, declarando instalada a
assemblãe. geral extraordinaria convocada
• para hoje, aomo consta dos annunclos inseridos
no Jornal do
Commercio, e, aberta a sessão,
fazendo ver em seguida que o fim da dita
reunia° era deliberar e resolver sobre duas
! propostas da directoria; uma relativa a uma
operação de credito e outra relativa 'ft autori-
Baças( para a venda de um immovel. O presidente
da assembléia deu a palavra ao prosf-
-' dante da directoria para apresentar as ditas
propostas, o que este fez, sendo as mesmas as
• seguintes :
Fica auto risada a directoria a contrahir
amais uns ernprestima até á quantia de eirascoeata
e seis contos de réis (56:000$), alaria
dos parciae-s contrahidos até esta data, para
supprir de fundos a companhia, realizando a
dito amprestimo com quem melhores condi,
'ções offerecer, quer quanto ao prazo, quer
quanto á taxa de juros e amortizaçaoapoclendo
dar em garantia hypothecaria a fabrica com
os seus machinismos, accessorios e mais inl-
Moveis pertencentes á companhia. Viçosa, ts
'de agosto de 1890.- Os directores, Carlos Vaz
•-de
Mello.- Christian° Eugenio Dias de Car
valho. s
Fica autorisada a directariasrla Companhia
.11nião Industrial a vender a quem melhoras
:-,e,ondições . Oferecer o predio que possue a
, mesma companhia no arraial de Santo Antcnio
de José Pedro. Viçosa, 5 de agosto de
,i1890.-s- Os directores, Carlos Vez de
Christian° Eugenio Dias de Carvalho. r,
Sendo posta em discussã.o a primeira proposta,
depois de justificada a mesma pelo
,acaionista, e director presidente da companhia,
Dr. Carlos Vez de Mello, foi a mesma apenas
impugnada pelo accionista Francisco Lopas
•de Faria Reis, por si e como procurador do
accionista Francisco Antonio de Oliveira. Não
• havendo mais quem pedisse a palavra, deu as
presidente a discussão por encerrada e, submanando
a. dita proposta á votação, foi a
• Mesma approvada pelos votos de todos os
• accionistas presentes, votafido contra 'semente
os accionistas Francisco Lopes de Faria Reis e
Francisco Antonio de Oliveira representado
:por aquelle como seu procurador. Em vista
da votação deu o presidente por approvada fa,
_ referida propasta. Em seguida, sendo posta
em discussão e depois submettida á votaçãon
•segunda proposta relativa á venda do immovel
pertencente à companhia, foi a mestria
S 3m debate
unanimemente approvada.
._ Nada mÁis havendo à tratar, pediu o presi-
" dente aos accionistas que não se retirassem
ata se lavrar a presente acta e ser submettida-
- ,á votação., depois de lida. Depois de 1 svrada a acta
até este ponto e
_presentes os accionistas, mandout o presente
- ler a mesma o que feito por mim, Sebastião
Wito Isopea de Sá, 20 Secretario, foi a mesma
posta em discussão e depois submettida á vátação
e como não houvesse quem pédisse a
apala.saa a respeito, deu °presidente a mesma
acta par unanimemente approvada e sé assimila
com os ditos accionistas, declarando
encerrada a sessão, sendo tres horas da tarda.
Em -Sebastião Tito- Lopea de Sá, 2° searateria,
que a escrevi.
Anacleto Xavier Monteiro, presidente da
•assemblea.
'' • Francisco Lopes de Faria Reis, 10 secretario.
^ -
Como procurador de Francisco Antonio de
'Olaveiaa, FranCISCÁ)
Lopes de Farta Reis.
• Por mima como procurador de João da Silva
Araújo, Silvestre Lopes de Faria Reis.
José Cupertino Teixeira.
José Tirano.
- Theophilo Lopes Valente.
' Christiano Eugenio Dias de Carvalho.
--- Como procurador de Antonio do Oliveira
Castro Brandão, Anacleto Xavier Monteiro,
Carlos. Vaz de Mello.
Sabastião
Tito Lopes de Sá.
1:380 Quinta-feira
11 !MARIO OFFICIAL Fevereiro ;;; 1909
PARTE COMERCIAL
SOCIEDADES ANONYMAS
Companhia União Industrial
ACTA DA ALSEMBLÉA OERAL EXTRAORDINÁRIA
DOS ACCIONISTAS
Aos 22 dias do mez de janeiro de 1909, ás
2 horas da tarde, nesta cidade da Viçosa, na
sala da frente da casa da typographia da
Cidade da Vi^osa, reunidos os accionistas coronel
Mario Vaz do Mello, Antonio Lopes de
Faria Reis Sobrinho, tenente Antonio Lopes
de Faria Jacob, Dr. Artliur da Silva Bernardas,
por si o como procurador dos accionistas
tenente-coroael Silvestre Lopes de Faria
Reis, D. Antonia Maria dos Reis, capitão
Luiz de Freitas Castro. Francisco Antonio de
Oliveira. D. Izabel Herculano Monteiro de
Freitas Castro. Dr. José Felippe de Freitas
Castro e Manoel Clemente da Fonseca. e Sebastião
Tito Lopes de Sá, por si como procurador
de Antonio de Oliveira e Castro
Brandão, representando 631 acções, COMO 8e
verifica pelo livro de presença. acclam aram,
na forma dos estatutos, o accionista coronel
Mario Vaz de Mello rara dirigir os trabalhos
da pre .ente assemb'éa, o qual, assumindo a
presidencia, convidou para 10 secretario o
accionista Sebastião Tito Lopes do Sá e para
2° o accionista Ant mio Lopes do Faria Reis
Sobrinho, ficando assim formada a mesa.
Airrta a se:são, di:se o pr ,sidente da as.
semblea que o fim da presente reunião, em
que, por ser a terceira, se podia deliberar
com qualquer numero de accionistas presentes,
ora, como consta dos annuncios
convocação. a alteração do art. 15 dos estatutos
e resolver-se sobro a conveniencia de
confirmar e manter o acto da assembléa
ral quo se reuniu a 20 de março de 1907 o
()lenir directores da companhia os accionistas
Dr. José Thaotonio Pach ,co e Francisco
Eugenio Dias de Carvalho, ou declaral-
o sem atreito, destituindo-os desses cargos
e e!eg,endo novo; directora'.
Assim exposto o fim da reunião, tornou a
Palavra o accionista Sohastifia Tito Lopes do
Sã e dissa que apresentava á deliberação da
assomblea a seruinte proposta de alteração
do art. 15 dos estatutos :
C O ancion sta.
abaixo assignado, proaõe
na o art. 15 dos estatatos seja assim modticado
Art. 15. Os directores servirão por tres
annos. podendo ser raoleitos, e a sua destituição
só terá logar por deliberação da,
assemidéa geral e por maioria do votos dos
accionistas presentes.
Viçasa, 22 de janeiro de 1909. — Sebastido
Tilo Lopes de Sd r.
Lida a proposta acima, o Sr. presidente a
declara em discussão, e, não havendo quem
lizrsse observação alguma, é submettida
votação, sendo !man memente approvada.
Pelo mesmo accionista foi em seguida
apresentada mas a seguinte proposta
41 accionista,
abaixo assignado, não reconhece
coma legitimos directores da companhia
os cidadãos Dr. José Theotonio Pacheco
o major Francisco Eugenio Dias de
Carvalho, eleitos contra dispos'ções dos
estatutos pela maioria da assombléa geral
reunida a 20 de março do 1907: acceita-lhes,
porém, este caracter; e, attendendo a que
não cooVeM aos interesses da grande ma'oria
dos accionistas como directores da companhia
os referidos cidadãos, propõe a sua
destituição dos cargos para que haviam
sido eleitos, e que se passe á eleição de quem
os deva substituir na administração da companhia.
Vicosa, 22 dejane'ro do 1909.— Sebastido
Tilo Lopes de Sá».
Posta em discussão, e, nenhuma observação
sendo feita. 6 • referida proposta
submettida á votação, sendo unanimemen te
approvada.
O Sr. presidente
disse que, á vista dessa
ultima deliberação da assembléa, tinha de
se proceder á eleição dos directoras da companhia,
pelo que
convidava os Srss accionistas
a prepararem suas cedulas e apresenta
re m-n 'as á
mesa.
São em s .guida recebidas pela mesa 15 cedulas,
que, apuradas
deram o seguinte resultado:
Para director-presidente, tenente-coronel
Silvestre Lopes de Faria Reis, 124 votos e
major Emilio Jardim de Rezende, cinco
votes.
Para director-secretario, major Emillo
Jardim de Rezende,120 vot s.
A' vista do rosuaado da eleição, o Sr. presidente
proclama directores da companhia os
Srs. tenente-coronel
Silvestre Lopes de Faria
Reis e major Emita) Jardim de Rezando.
Nada mais havendo a tratar, é encerrada
a sessão, sendo lavrada a presente acta, em
duplicata, para os fins legaes, a qual, lida e
approvada, é assignada por todos os accionista-
3 presentes.
Eu. Sdhastiao Tito Lo nas de Sá, 10 secretario,
a escrevi e assign — Mario Vos de
Mello, pres'ilente.
— Seimstido rito Lopes de
Sd, l e
sccretario. — AntoNio Lopes de Fariii
Reis S,,b-;n1.o. 20 secreta-io. — Arthur da
&loa Bernardes. — Antonio Lopes de F.
Jacob.
Silvestre Lopes de Faria casou sua filha
Joaquina Francisca dos Reis, com seu primo Manoel Dias Lopes Santa Anna e casou um filho na família Pereira da Silva,
antes de
mudar-se para Santa Rita do Turvo,
permanecendo ambos os filhos na região de Lamim.
Genealogia Família Lopes de Faria
(Nosso tronco viçosense)
1799 Francisco Lopes
de Faria
Rosa Francisca da Silva
1830 Antonio Silvestre Lopes de Faria Jose
Joaquina Maria dos Reis
1868 Francisco Lopes de Faria Reis
Antonia Maria da Conceição
1880 Ana Custodia Lopes de Faria Reis Francisco Joaquina Manoel
Jose Eugenio Dias de Carvalho
(Pad. Chiquinho)
1930
Bibi Ica Rina Nena
Neia Vovô Zeca Dr.Cristovão
Vovó Amélia Ferreira da Silva
Francisco Lopes de Faria Reis (filho de Silvestre Lopes de Faria)
casado com Antônia Maria da Conceição tiveram os filhos:
1-Francisco Lopes da Silva Reis (Padre
Chiquinho), nasceu em 30 de novembro de 1868.
2-Joaquina Francisca dos Reis (residia na
fazenda Bom Sucesso).
3-Manoel Lopes da Silva casado com Francisca
Paulina da Silva, tiveram os filhos:
a-
Manoelita
Lopes da Silva, nasceu em 22 de julho de 1928.
b-
Pedro Lopes
da Silva (Padre Pedro), nasceu em 28 de junho de 1927.
c-
Terezinha.
d-
Rita.
e-
Geraldo Lopes
da Silva (Ladito).
f-
Sebastião
(Zizinho)
g-
Joaquim.
h-
Maria (Lili).
i-
Antônia
(Nininha).
4-Ana Custódia Lopes de Faria Reis casada
com José Eugênio Dias de Carvalho
( nossos bisavós).
Assim esta descrito no livro:
“Fatos e Vultos de Viçosa“ de Alexandre Alencar:”Na segunda metade do século
passado , existiam, em
Santa Rita do Turvo , numerosas casas de abastados
fazendeiros , entre as quais se constavam a do Sr. Silvestre Lopes de Faria
Reis e a do Sr. Francisco Lopes de Faria Reis , respectivamente avô e pai do
saudoso Padre Chiquinho. A casa do primeiro já demolida , veio a pertencer ,
posteriormente, a João Tristão Gonçalves Guimarães , geralmente conhecido como
“Barão” .
Seguidamente a essa casa, no alinhamento da velha Matriz da Praça Silviano Brandão, encontravam-se também , na mesma época, as seguintes residências : a de Antonio Lopes de Faria Reis , a de Jose Lopes de Faria Reis , a de Antonio Modesto ,casado com a filha de Silvestre Lopes de Faria Reis . Todas habitações , em apreço, foram já demolidas.
Seguidamente a essa casa, no alinhamento da velha Matriz da Praça Silviano Brandão, encontravam-se também , na mesma época, as seguintes residências : a de Antonio Lopes de Faria Reis , a de Jose Lopes de Faria Reis , a de Antonio Modesto ,casado com a filha de Silvestre Lopes de Faria Reis . Todas habitações , em apreço, foram já demolidas.
Pertenciam a uma mesma ilustre
família , à qual caberia assinalado papel na historia de Viçosa.”
Os trilhos da The Leopoldina
Rallway chegaram em Viçosa no ano de 1884, no Império, portanto, por motivos
políticos, segundo uns resultantes do pleito eleitoral em que se haviam
empenhado o Dr. Antonio Cezário de Faria Alvim e o Dr. Carlos Vaz de Mello, do
qual resultaria a eleição desse ultimo para deputado à Assembléia Geral,
impediu aquele, valendo-se de influência que exercia na companhia ferroviária,
que a estrada passasse pela cidade, havendo-se, em razão disso, localizado a
Estação a cerca de 6
quilômetros de distancia dessa, na fazenda “Tico-Tico”. Segundo outros, a
ferrovia, para alcançar a cidade , teria que passar por terrenos da fazenda
pertencente a prestigioso correligionário do Dr. Vaz de Melo. Não desejando
aquele ver cortada a sua propriedade rural pela estrada, valeu-se então da sua
influência junto ao chefe político local, do que resultou a modificação do
traçado primitivo.
Fato é que por esse ou por aquele motivo , foi modificado o
traçado da ferrovia, por força do qual a estação seria localizada dentro da
própria cidade. Para a construção haviam já chegado a estabelecer, aqui, dois escritórios
de engenharia: um na casa então de propriedade de Francisco dos Reis Conde, na
esquina da atual Praça Silviano Brandão com a atual rua Artur Bernardes e outro
na Praça do Rosário , em casa que fica ainda hoje situada próximo também a essa
ultima rua .
Seria, porém, além de injusto,
precipitado acreditar que Dr. Vaz de Melo se tenha deixado influenciar por esse
ultimo motivo, a ponto de privar Viçosa dos largos benefícios que lhe adviriam,
tal como sucedeu 30 anos mais tarde, de possuir a estação ferroviária dentro do
perímetro urbano.
Na verdade o sr. Francisco Lopes de Faria Reis, abastado
fazendeiro, filho de Silvestre Lopes de Faria Reis, tronco de importante
família viçosense, a quem esta terra deve assinalado serviços , não se
manifestava satisfeito com o projeto segundo o qual a estrada cortaria as suas
terras que, no seu entender, ficariam prejudicadas com as obras que, para o
aludido fim, nelas teriam de ser feitas.
Fato é que, encontrando
dificuldades em executar o traçado, que resultaria na passagem da ferrovia pela
cidade, foi o plano modificado,
resultando disso a localização da estação a grande distância do centro urbano.
Da oposição do fazendeiro-
obstáculo, aliás, si verdade, facilmente removível em virtude da índole cordata
de quem o criava, bastando que com ele instasse o Dr. Vaz de Melo ,
argumentando com as incalculáveis vantagens que da ferrovia adquiriam ao lugar-
pois bem, da oposição do fazendeiro,
ainda que não houvesse sido manifestada em termos peremptórios, é que se deve
ter prevalecido a má vontade , então possivelmente reinante, conta o político
vitorioso de Viçosa , para se desviar a ferrovia, capricho que redundou em incalculáveis prejuízos para a cidade.
Edificada, pois a estação da
Leopoldina numa distancia aproximada de 6 quilômetros da
cidade, a ultima Câmara Municipal dos tempos monárquicos se deve a construção
da
rodagem, demoninada estrada do
Lauriano, que ligava aquela a esta.
Foi sem duvida, para a época,
uma Câmara operosa. A ela deveu Viçosa a sua primeira iluminação a querosene ,
a instalação de um chafariz publico na rua da Chácara , atrás
da matriz . Constituída para
um quatriênio de 1887 a
1890 , eram os seguintes vereadores que compunham : Dr. Carlos Vaz de Melo( Presidente da Câmara) ; Tenente
Antonio Moreira Faria , Antonio F. de Souza Lima, Tenente José Eugênio Dias de Carvalho , Vice- Presidente; Major
Antonio Manoel de Freitas ;Joaquim Felipe Galvão Coronel Antonio Silva Araújo e
Lauriano Jose Gouvêa .
A inauguração da Estação da
estrada de ferro, dentro desta cidade , somente se verificaria a 29 de
março de 1914 , com a construção de uma
variante de cerca de 13 quilometros , ligando Cajuri , então Estação do Turvo ,
a Teixeiras, via Viçosa e Silvestre.
Conforme publicação do site (htpp://www.vicosa.jug.ufv.br/funcion/altino/viçosa_main. )
: A riqueza do solo de Minas Gerais trouxe até nossas terras alguns
bandeirantes à procura de ouro, uma vez que expedições baianas e espírito santenses
resolveram desvendar os mistérios ligados a Minas Gerais. Foi daí que a bandeira de Antônio Rodrigues Arzão
pisou o solo de nosso município, em 1693.
Segundo informações contidas no livro de Alexandre Alencar, esta bandeira
penetrou em Minas Gerais
pelo Embaú, e, passando por Itaverava, rumou para Tripuí, histórico rio de Ouro
Preto. Prosseguiu Arzão rumo às matas das Guarapirangas, onde foi seduzido
pelos índios, e que, não muito longe dali, corria um rio farto em metais
amarelos iguais ao do rio Tripuí, onde, de fato, encontrou ouro, intensificando a mineração nas proximidades da
Serra dos Arrepiados, hoje Araponga, a qual pertencia o município de Viçosa.
O nascimento de Viçosa está diretamente ligado à fase decrescente da exploração de ouro em Mariana, Ouro Preto, Guarapiranga e a outros fatos ocorridos entre os séculos XVII e XIX, como o esgotamento das jazidas e como a falta de alimentos na região que fizeram com que os ambiciosos de ouro procurassem locais mais adequados e férteis para o desenvolvimento de plantio.
Durante esse período, várias famílias daquelas localidades resolveram procurar outras terras e se dirigiram para regiões banhadas pelos rio Turvo, rio Chopotó, rio Pomba e outros, onde ainda havia terras férteis e disponíveis. Assim, foram fundadas fazendas que prosperaram e deram início à formação de núcleos populacionais, hoje cidades florescentes como Viçosa, Ubá, Visconde do Rio Branco e outras.
O nascimento de Viçosa está diretamente ligado à fase decrescente da exploração de ouro em Mariana, Ouro Preto, Guarapiranga e a outros fatos ocorridos entre os séculos XVII e XIX, como o esgotamento das jazidas e como a falta de alimentos na região que fizeram com que os ambiciosos de ouro procurassem locais mais adequados e férteis para o desenvolvimento de plantio.
Durante esse período, várias famílias daquelas localidades resolveram procurar outras terras e se dirigiram para regiões banhadas pelos rio Turvo, rio Chopotó, rio Pomba e outros, onde ainda havia terras férteis e disponíveis. Assim, foram fundadas fazendas que prosperaram e deram início à formação de núcleos populacionais, hoje cidades florescentes como Viçosa, Ubá, Visconde do Rio Branco e outras.
Padre Manoel Inácio de Castro, irmão do alferes Antônio José de Castro, tio de Teresa Angélica de Castro Osório (nossa 5 avó)
Em 8 de março de 1800, moradores de um
desses núcleos populacionais, Pe. Manoel
Inácio de Castro e Pe. Francisco José da Silva, obtiveram licença de D.
Frei Cipriano de São José, 5º bispo de Mariana, para erguer uma ermida, sob a
invocação de Santa Rita, santa de sua devoção. Dentro de pouco tempo esta
ermida passaria à capela de Santa Rita, sendo formado um povoado, já que todos
construíam as sua casas perto da Capela, ocasião em que o povoado passou a se
chamar Santa Rita do Turvo, por causa da Santa e do rio Turvo, tornando-se,
assim, o embrião da futura cidade de Viçosa.
Um dos
primeiros moradores e sesmeiro do povoado de Santa Rita do Turvo foi o Pe. Manoel Inácio de Castro, que
influenciou, decisivamente, a formação do caráter dos primitivos habitantes dos
vales do ribeirão São Bartolomeu e rio Turvo, onde fica Viçosa. Este padre era
também senhor de vasta extensão de terras, daí sua grande influência material e
espiritual naqueles homens rústicos, mas tementes a Deus.
Em Santa Rita do Turvo (Viçosa) na fazenda do Padre
Manuel
Inácio de Castro, a atividade preponderante, segundo seu
inventário
de 1819, era a tecelagem. Com 73 escravos e teares fica
evidente que
o padre fabricava seus tecidos numa escala maior do que
apenas para
consumo próprio.9
Próximo a Santa Rita, na Barra do Bacalhau (Guaraciaba),
Vicente
Ferreira de Sá e Castro, falecido em 1827, legou para os
herdeiros
85 escravos Em sua fazenda da Boa Vista do Turvo ele
criava porcos
em grande quantidade, plantava cana, café, arroz, milho e
feijão. As
24 bestas de tropas listadas no arrolamento dos bens
indicam que ele
próprio
cuidava do transporte de suas mercadorias.10
Ainda Brant escreve : Mesmo
sendo o Padre Manoel Inácio de Castro, homem de posses, grande fazendeiro em Santa Rita do Turvo,
veria atendida a sua solicitação de uma sesmaria no dia 28 de abril de 1818,
junto ao Ribeirão de São Domingos, que deságua no Rio da Casca. Já rico e
idoso, pois teria se ordenado em Portugal, possivelmente em 1760, estando
portanto, com quase 80 anos de idade em 1818, o padre Manoel Inácio de Castro
foi ter, naquele ano, a sua sesmaria lá nos Arrepios. Com certeza, esse
religioso não chegou a explorar as suas terras em Araponga, pois veio a falecer
no dia 27 de maio de 1819, pouco mais de um ano depois de ganhar aquela
sesmaria.
E a diversos de seus parentes foram concedidas
terras, em forma de sesmarias, desde a década de 50 dos setecentos.
Com o
falecimento do Pe. Manoel, ocorrido aos 27 de maio de 1819, conforme Registro
de Óbitos fl. 14, Livro I do Santuário de Santa Rita de Cássia, foi a sua vasta
propriedade partilhada entre seus herdeiros. Entre esses herdeiros figurava o Capitão José Maria Sant’Anna, casado
com (a sobrinha do Padre Manoel), Maria José de Castro, que por isso,
herdou terras circunvizinhas do local onde se localiza hoje o Hospital São
Sebastião.
O Capitão
José Maria Sant’Anna foi um dos fundadores de Viçosa, nascido em 1797, em Porto Firme. Aos
17 anos, foi para São João Batista do Presídio, hoje Visconde do Rio Branco. De
lá, resolveu mudar-se para cá e foi administrador na fazenda de propriedade do
Padre Manoel Inácio, localizada onde hoje estão as Quatro Pilastras, e
casou-se, mais tarde, com a sobrinha do Padre Manoel Inácio.
Escreve
Brant: José Maria Sant’Anna e Cyríaco Severino da Silva Castro, protegidos e
depois herdeiros do padre Manoel Ignácio de Castro, então ricos, tornaram-se
capitão e major. Tornaram-se também chefes políticos locais. O primeiro,
nascido em Porto Seguro
de Tapera, hoje Porto firme, chegou a Santa Rita aos 12 anos de idade à procura
de maiores oportunidades. Trabalhando para o padre Manoel Ignácio, aos poucos
foi adquirindo a sua confiança. Casando-se com Maria José de Castro, receberia
uma grossa fatia da grande herança deixada pelo padre. A trajetória do rapaz
pobre da Tapera, que se tornou homem rico e influente em Santa Rita do Turvo,
firmou-se, definitivamente, na região como símbolo de pessoa bem sucedida...
Tanto moradores quanto visitantes de Santa Rita do Turvo impressionavam-se com
afigura do capitão José Maria. O guarda-mor Manoel José Pires da Silva
Pontes...,observou (em seu diário dos acontecimentos), durante sua passagem por
Santa Rita, em 1833, o seguinte: Conheci
o senhor José Maria Sant’Anna, capitão da guarda Nacional, o qual tratou-me com
muita amizade e urbanidade.
Brant
escreve que: Em 1800. Quando querem alguns historiadores estabelecer como data
de fundação de Viçosa, o vale do rio Turvo já estava todo ocupado com fazendas,
distribuídas em forma de Sesmarias, concedidas, principalmente, durante toda a segunda
metade do século XVIII. Outro equivoco é
atribuir ao Capitão José Maria Santana a fundação do arraial de Santa Rita do
Turvo.
Segundo Alexandre Alencar, no
livro” Fatos e Vultos de Viçosa”: Um dos primeiros moradores destas paragens
foi, sem dúvida, o Padre Manoel Inácio de Castro, que exerceu profunda
influência na formação do caráter dos primitivos habitantes dos vales do São
Bartolomeu e do Turvo, onde se assenta Viçosa. Homem de grandes cabedais,
senhor de vasta extensão de terra, dono de numerosa escravatura...
Alencar, preciso em todo o seu
trabalho, acerta em afirmar que o referido religioso era figura de maior
destaque na comunidade que crescia ás margens do ribeirão São Bartolomeu. Rico,
muito rico, o padre se destacava dentre aqueles que acumulavam bens matérias.
Padre, um dos poucos de toda a região, ele se tornara também depositário das
coisas divinas. Aliás, os padres têm ocupado espaços consideráveis, durante
todos os tempos, nas sociedades das Minas Gerias.
Segundo Antonio Brant: Afinal,
para aqueles moradores dos sertões, a fé era inquebrantável, doentia mesmo, e
só uma teoria explica essa profunda convicção religiosa: o colono vivia cheio
de incertezas, o medo estava sempre constante e as asperezas da vida nos
imensos e desconhecidos sertões das minas eram muitas. A composição de todos
esses fatores transformava-se em fé, fé irremovível, fé inflexível. Não era uma
fé traduzida pelo respeito a Deus, mas oriunda do medo, do pavor do
desconhecido e dos castigos celestiais.
Ora eram as chuvas fortíssimas que despejavam sobre as suas rústicas
casas de sapé e pau-a-pique, ora eram os aimorés que, reagindo à presença dos
intrusos colonizadores, atacavam-nos de forma violenta. As feras, os animais
peçonhentos, as febres e uma enorme gama de outras adversidades debilitavam não
só o físico dos moradores das Minas,como também enfraqueciam o seu espírito.
Apegavam-se, assim à religião... Cegos pelo medo e até pela ignorância, os
primitivos habitantes das Gerais acreditavam que, se rezassem e dessem suas
esmolas à igreja, não estariam apenas protegidos dos selvagens e venceriam- nos no embates, pois eles,
bárbaros e pagões, não mereciam as benção divinas.
“Podemos também observar em
alguns registros, datados ainda no século XVIII, os quais mostram dois outros
sacerdotes atuando em Santa
Rita do Turvo. Trata-se do padre Francisco da Silva Campos,
aquele mesmo que receberia, no ano de 1800, a autorização episcopal para erigir uma
capela no pequenino arraial, e do padre Antonio Joaquim da Cunha e Castro”, em
1803, com 40 anos, (sobrinho do padre Manoel Inácio de Castro),
irmão de Teresa Angélica de Castro
Osório, nossa 5º avó.
Vale ressaltar que: José Gonçalves de Carvalho
( nosso 9º avô) participou da bandeira de seu concunhado Antônio Rodrigues Arzão (casado com Mariana de
Camargo, irmã de Catarina de Camargo (nossa 9º avó), pisando 1693 no solo do
nosso município (hoje Viçosa), deixou o roteiro de sua descobertas a Bartolomeu
Bueno da Siqueira e aos irmãos Lopes de Camargo que embrenharam atrás de ouro e
se instalaram na região (hoje Ouro Preto) ; e que o Padre Manoel Inácio de
Castro um dos primeiros moradores de Viçosa, é filho de Capitão Antônio Alves
de Castro e Joana Batista de Negreiros, irmão do Alferes Antônio José de
Castro, pai de Teresa Angélica de Castro
Osório ( nossa 5º avó); e que José Eugênio Dias de Carvalho em Viçosa, residiu
e casou com Ana Custódia Lopes de Farias Reis (nossos 2º avós), explicando
assim porque em Viçosa, nasceram os Lopes de Carvalho
COPIA
DO DIPLOMA DE FARMACEUTICO E ATESTADO DE
ÓBITO DE JOSÉ EUGÊNIO.
José Eugênio Dias de Carvalho e Ana Lopes de Carvalho, o casal tiveram:
# Cornélia Lopes de Carvalho (
tia Neia), casou-se com Ulisses Quintão Vidigal, tiveram 8 filhos;
#Francisco Lopes de Carvalho (tio
Bibi) , casou-se Amélia Ladeira, tiveram 6 filhos;
# Alvarina Lopes de Carvalho (tia
Rina), casou-se com José Janotti Primo,
tiveram 8 filhos;
# Noêmia Lopes de Carvalho (tia
Nema), casou-se com José Ferreira Araújo (tio Juquinha), tiveram 6 filhos:
Maria da Conceição de Carvalho Ferreira (Maria); Maria das Dores de Carvalho
Ferreira (Dorinha); José de Carvalho Ferreira (Zezé); Ana de Carvalho Ferreira
(Donana); Alexandre de Carvalho Ferreira e Maria Noêmia de Carvalho Ferreira
casou Luis Carlos Lopes, tiveram 5 filhos: Luis Carlos Ferreira Lopes; Marco
Aurélio Ferreira Lopes casou com Bretania Walker, o casal teve: Leonardo Lopes
Walker; Paulo Roberto Ferreira Lopes casou com Eliana Moreira Barbosa, tiveram
2 filhos: Bruno Barbosa Lopes e Diogo Barbosa Lopes; Sergio Henrique Ferreira
Lopes e Eduardo José Ferreira Lopes.
# Maria Lopes Dias de Carvalho (tia Ica), casou-se com José Batista da Silva Araújo, tiveram 7
filhos : Maria Auxiliadora Araújo casou com Afonso Nogueira Simões Corrêa
(agrônomo) e tiveram... ; Maria Inês
Araújo casou com Izidório Jacyr Cóser (agrônomo) e tiveram: Carla Araújo Cóser; Gustavo Araújo
Cóser e Humberto Araújo Cóser; Padre José Silvério Araújo (advogado); Alberto
de Carvalho Araújo (médico) casou-se com Lissie..., tiveram: Valéria..., Letícia... e Bianca;
Afonso Araújo e Terezinha Araújo casada com Dalmo Catauli Giacometti (agrônomo),
tiveram 5 filhos: Bernardo Araújo Giacometti; Augusto Araújo Giacometti;, Pedro
Araújo Giacometti, Patrícia Araújo Giacometti e Clarice Araújo Giacometti (sem a qual não
conseguiria aprofundar minha pesquisa,
alertando-me em relação às informações sobre Francisca de Paula Freitas
Castro).
# Euzébia Lopes de Carvalho (tia Zeba), casou-se com Antônio da Silva Guimarães, tiveram 4
filhos: Andrelina, Coita, Zezé e Dr.
Geraldo Euzébio de Carvalho natural de Viçosa - MG, indo trabalhar na
Secretária.... do Rio de Janeiro, bacharelou-se em 1959, pela Faculdade Federal
Fluminense de Direito (Niterói), ex- seminarista salesiano, membro da Sociedade
Brasileira de Filósofos Católicos, membro do Ministério Público do Estado de
Minas Gerais- aposentado, casou-se
em 1963 na cidade de Teixeiras, com Heimar Carneiro de Carvalho, filha de
.........., tiveram 3 filhos: Sérgio Carneiro de Carvalho, Frederico Carneiro de Carvalho e Rodrigo Carneiro de Carvalho.
#Christovam Lopes de Carvalho (tio Tovo), casou-se com Maria Augusta
Vidigal nascida em 25/09/1903, (filha de João Candido Vidigal e Isabel Quintão Vidigal), teve 4 filhos: José Geraldo
Vidigal de Carvalho (Nasceu em 1932 e faleceu em fevereiro de 1933, ( se
acha sepultado na entrada do Cemitério Dom Viçoso); Fernando Vidigal de Carvalho; Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho; Dr. Nilo Vidigal de Carvalho ( médico) casou-se com Marilia Borges
Bernardes (filha de Emanoel Messias Bernardes e Beloziria Borges Bernardes) e
tiveram dois filhos Luiz Fernando Borges Vidigal nascido em 05/08/1972 e Marco
Paulo Bernardes Vidigal nascido em 25/01/1974.
Segundo o Jornal Barganha (de
Viçosa) de 08/10/1994 : Dr. Christovam,
formado pela tempera do saudoso Cônego
Francisco Lopes da Silva Reis (Padre Chiquinho) que o criou, formou-se em
medicina em 1929 no Rio de Janeiro, faleceu em 1969, dia 23 de outubro,
fez, nesta cidade de Viçosa durante 40 anos da medicina um verdadeiro
sacerdócio. Trabalhou inicialmente no Hospital São Sebastião e depois montou
sua Casa de Saúde à Av. Bueno Brandão, nº. 543, onde Viçosa passou a ter um
médico em plantão permanente, pois das 6 horas às 20 horas lá estava ele
atendendo os seus clientes, sendo que, retornando ao aconchego de seu lar, à
Praça do Rosário, nº. 15 a
qualquer hora da noite, sempre que chamado, saia para sanar os sofredores,... .
Cirurgião emérito, quando internava um doente na sua Clinica passava noites a
fio na sua Casa de Saúde até se certificar que o doente estava inteiramente
fora de perigo. Tinha prazer especial em atender os pobres de São Vicente de
Paulo e um pedido de um Vicentino era uma ordem para ele. Colocava o Dr.
Christovam, porém, uma condição, que comprassem os remédios, que aviassem a
receita, pois dizia ele com muita unção: Os mesmos remédios que receitaria para
a rainha da Inglaterra, receitarei para um indigente, pois ambos são filhos de
Deus. Jamais maculou suas mãos com o crime do aborto e podia se ufanar junto de
seus filhos e amigos: “Levo estas mãos limpas para a eternidade”. Seu
consultório era um verdadeiro Posto de Saúde.
De acordo artigo divulgado
pela Folha da Mata:” Teve Dr. Christovam, um homenagem justa pela comunidade
viçosense, no dia 30 de setembro de 1978, dia da cidade, foi inaugurado, à Praça Dr. Christovam e o busto do ilustre e benemérito médico. O
Sr. Arcebispo Dom Oscar concelebrou, com 12 sacerdotes, missa diante do
monumento, estando presentes parentes e
amigos do homenageado, além de grande multidão. O busto, recoberto com a
bandeira nacional, foi descerrado por sua virtuosa esposa Dona Maria Augusta Vidigal de Carvalho e a placa por seus dois filhos:
Cônego José Geraldo e Dr. Nilo Vidigal de Carvalho (que se fazia acompanhar
por sua esposa Marilia Borges Bernardes. e seus dois filhos Luiz Fernando e Marco Paulo . Na
ocasião, falaram, além do Sr. Arcebispo, o Dr. Altamiro Saraiva, em nome do
Hospital São Sebastião; Dr. Sebastião Ferreira, em nome dos médicos; Irmã
Áurea, em nome das Irmãs Carmelitas e o Dr. Edgar de Vasconcelos Barros, em
nome da comunidade”.
Conforme
artigo publicado pela revista Exclusiva, em
1993: Viçosa comemorou com significativas
homenagens o centenário do ilustre
médico Dr. Christovam Lopes de Carvalho às 16:30h do dia 12 de maio 2003, foi descerrada uma placa no
Centro de Saúde, dado que a lei 936/93 da Câmara Municipal por unanimidade
havia sido estabelecido no Art.: 1º: “ Passa a denominar-se Dr. Christovam Lopes de Carvalho o Centro
de Saúde de Viçosa, localizado na sede do município”. O projeto de lei foi
da autoria do vereador José Antonio Gouveia. Às 19 horas na praça que traz o
seu nome, houve uma retreta pela Lira Santa Rita com grande afluência de
pessoas, as quais logo em seguida, acompanharam a Corporação Musical até o
santuário onde houve missa festiva celebrada pelo pároco Pe. Elias Bartolomeu
Leoni e concelebrada pelo Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, filho do
homenageado, e pelos sarcedotes: Cônego Pedro Lopes, pároco de Porto Firme; Pe.
José Eudes Carvalho Araújo (sobrinho do homenageado), pároco de Barbacena; Pe.
Darci Fernandes Leão, pároco em
Ponte Nova ; Pe. Sebastião Luis Nogueira, pároco em Teixeiras. A sobrinha
do homenageado, Maria Noemia Ferreira Lopes executou um magnífico Adágio de sua
autoria composto para aquela festa, sendo que um brilhante discurso do deputado
Federal Danilo de Castro, Chefe da Casa Civil do Estado de Minas Gerais encerrou
as festividades, dizendo: “A eles e toda a família Carvalho, à qual a nossa cidade
deve tanto dirijo os meus cumprimentos, com certeza de que passem os nos que
passarem, mude o mundo como mudar, a presença do doutor Christovam permanecera
na memória de Viçosa. Daqui a cem anos, outros estarão aqui, comemorando o
bicentenário do Doutor Christovam. Homens como ele serão sempre lembrados pelo
que foram e pelo que nos ensinaram a ser.
A
Praça em frente da Igreja dedicada a Santo Antônio, no Cantinho do Céu, recebeu
o nome : Maria Augusta Vidigal de Carvalho, com grande satisfação dos fiéis,
como registrou a Folha da Mata de 12 de fevereiro de 1990. Justo louvor àquela
que foi modelo de esposa e mãe cristã.
Em
1935 na segunda diretoria que ainda colocava sob discussão a reorganização do
estatuto, o
presidente
eleito Christovam Lopes de Carvalho afastou-se do cargo, assumindo a
presidência o Dr.
Sebastião
da costa Val. Esse não tendo afinidade com o cargo, deixou-o rapidamente. Logo
Cyro Bolívar
empossou
e foi até o final do mandato. Essas trocas da administração e dos cargos de
extrema
importância
no gerenciamento refletiam a fragilidade da agremiação naquele momento. Segundo
o Sr.
Carvalho,
não era o desinteresse, mas sim as tensões entre os opositores: “Quando alguém
sinalizava
com
uma proposta que poderia ser viável para a organização do clube, seus
opositores logo tratavam de
combatê-la.
A disputa às vezes era sutil na diplomacia, outras nos conchavos políticos
paralelos.”
No dia
21 de setembro de 1935 foi eleita uma nova diretoria, sendo eleito o Sr. José
Sant‟Ana,
Foto
de todos os filhos, com tia Maria Augusta e Padre Chiquinho.
#José Lopes Dias de Carvalho -Vovô Zeca, (nossos avós), nasceu em Coimbra- MG , na Rua
das Flores, em 10 de abril de 1891 e casou-se com Amélia Ferreira da Silva, filha de Alexandre Ferreira da Silva e
Antônia Isabel de Oliveira, em 24/07/1912, em Viçosa (MG).
O Jornal “A Cidade de Viçosa”
(ortografia da época), em 1902 publica: “Continuam os festejos do Mez de Maria
nesta freguezia. Terça-feira, corou o vulto da Mãe de Deus, por ocasião da
missa, a menina Amélia, filha de Alexandre Ferreira da Silva”.
O Jornal Cidade de Viçosa, no dia 29 de julho
de 1962, publicou: Bodas de Ouro – Com
grande solenidade comemoraram-se as Bodas de Ouro do distinto casal, José Lopes
Dias de Carvalho e D. Amélia da Silva Carvalho, elementos de real destaque de
nossa sociedade, não só pelas suas virtudes pessoais, mas também pela longa
tradição da família, que ambos possuem e de que são legítimos representantes.
Há cinqüenta anos passados o venturoso casal se ligava em Viçosa, pelos santos
laços do matrimônio, através dos quais haveria de construir um bela família,
que deu à nossa sociedade: 2 advogados, 2 freiras, um professor, três
normalistas, um comerciante, um agricultor e duas mães de família
exemplaríssimas, pela suas acendras virtudes cristãs. Isso só demonstra o alto
espírito que, desde cedo, animou o ilustre casal, o qual colhe, hoje, após
cinqüenta anos de lutas e trabalhos, o mais justo merecimento prêmio de suas
canseiras em prol das coisas generosas e grandes. Vivendo como agricultores,
nas proximidades de Viçosa, esse ilustre casal grangenou, desde cedo, um lugar
de destaque em nosso meio, pela sua devoção ao trabalho e pelo cumprimento de
seus deveres de cristãos e cidadãos. Dali de suas propriedades, sem se
afastarem inteiramente da terra encaminharam os filhos aos estabelecimentos de
ensino de nossa cidade e de nossas capitais, onde eles, pela inteligência e
pelo trabalho intelectual, desde logo se impuseram conquistado os títulos, que
hoje os recomendam como profissionais honestos, competentes e tementes a Deus.
Os que se dedicaram ao comercio e à agricultura, também, puderam, de igual
modo, grangear a simpatia e o apreço,
que os outros lograram no plano das carreiras liberais. Por isso o venturoso
casal, ao contemplar, hoje, a sua própria família, deve sentir a serena
tranqüilidade de haver cumprido integralmente o seu dever de pais e de
cidadãos, de conformidade com a vontade divina, que sempre foi, para eles, a
maior fonte de inspiração.
As solenidades do dia 24 de julho, que são de
grande significação para a família Lopes de Carvalho, estiveram presentes todos
os filhos do casal que são o seguintes: Dr. José Lopes de Carvalho, casado com
Erotildes da Silva Carvalho, e advogado de renome no foro de nossa comarca;
Alexandre Braz de Carvalho, comerciante na praça de Viçosa e pessoa
estimadíssima em nosso meio, casado com D. Maria da Conceição Sant´Ana de
Carvalho; Prof. Sebastião Lopes de Carvalho, lente do Colégio de Viçosa.
Presidente da Câmara Municipal e moço de reais dotes intelectuais casado com D.
Maria da Gloria Pereira de Carvalho; Geraldo Lopes de Carvalho, agricultor
chefe de numerosa família e pessoa prezadíssima em nosso meio por seus dotes de
coração e de espírito, casado D. Geralda da Silva Carvalho; professora Maria de
Lourdes de Carvalho, que vem dando à Escola Normal N. S. do Carmo desta cidade
o brilho de sua inteligência, como mestra e preceptora dedicada; Irmã
Rosangela, da Congregação das Carmelitas, e professora no Instituto “Santos Anjos”,
em Juiz de Fora; Irma Ângela, da Congregação Vicentina, assistente da Santa
Casa de Barra Mansa; D. Amélia Carvalho Cruz, casada com o agricultor Henrique
Cruz, residente em Casimiro de Abreu, Estado do Rio e D. Ana de Carvalho Moura,
casada com Sr. Luiz Maria de Moura, bibliotecário de nossa Universidade, e Dr.
Geraldo Euzébio de Carvalho. Associando-nos às alegrias espirituais da ilustre
família, aqui deixamos a D. Amélia da Silva de Carvalho e a seu esposo José
Lopes Dias de Carvalho (Zeca Lopes) os nossos mais efusivos cumprimentos e
votos por uma existência feliz, ainda por muitos anos, no seio de nossa gente”.
Em 24 de julho de 1972, Zeca e
Amélia comemoraram suas Bodas de Diamante.
Nomes das propriedades rurais
de Zeca Lopes extraídas da Escritura Publica de Doação: Bom Sucesso (residência
da família), Palmital, São Benedito, (Boa Vista ou Canela), Grama e Santa Rosa.
A Assembléia Legislativa do
Estado de Minas Gerais, em 7 de março de 1974 enviou correspondência à família Lopes
de Carvalho, na pessoa de Dr. José Lopes de Carvalho:
“Distinto Senhor,
Transmito-lhe e, por seu intermédio aos demais membros da família enlutada, os
sentimentos de profundo pesar do Legislativo Mineiro, pelo falecimento de Dona Amélia
Ferreira de Carvalho, comunicado à Casa pelo Senhor Deputado Edgard de
Vasconcelos. Saudações, Christovam Chiaradia- 1º Secretário.
“Comunicado (publicado no
Diário): Exmo Sr. Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Minas
Gerais. O deputado que este subscreve devidamente arrimado em dispositivo
regimental, vem mui respeitosamente, requerer a V. Exa. seja inserido um voto
de profundo pesar de desaparecimento de d. Amélia Ferreira de carvalho,
ocorrido ontem na cidade de viçosa, neste Estado. A ilustre extinta era
descendente de uma das mais importantes famílias daquele Município e mulher de
virtudes verdadeiramente cristã, tendo criado e educado numerosos filhos que
hoje prestam bons serviço ao Estado e País, aos mais diferentes setores de
atividade no magistério, no Direito, na Medicina,na Engenharia,
etc...Outrossim, pede-se sejam feitas as necessárias comunicações por
intermédio de dr. José Lopes de Carvalho, advogado, residente à Rua Verano
Lopes s/n, na cidade de Viçosa. 04 de marco de 1974. Edgar de Vasconcelos-
Lourival Brasil- Jairo Pereira- José Honório- Mário Assad- Pedro Gustin-
Publicar.
Brant escreve: “Como se viu
anteriormente, Andreza Ferreyra de Carvalho havia grande sesmaria em 1769. Sua
fazenda, de enorme extensão, já então formada, abrangia grande parte do atual
Campus da Universidade Federal de Viçosa. Essa fazenda , anos mais tarde,
tornar-se-ia conhecida em toda região como Fazenda do Xaxá, em referência ao
apelido de seu então proprietário, Alexandre Ferreira da Silva, o Xaxá, fora no
inicio tropeiro. Esta era uma profissão comum e de vital importância para a
sociedade da época. Ele cobria o trajeto
Santa Rita do Turvo- Rio de Janeiro, periodicamente. Conta alenda que em
certa ocasião, fora-lhe dada a incumbência de transportar um defunto, que
falecerá no Rio de Janeiro e deveria ser enterrado em alguns dos povoados do
caminho. Ao final de cada dia de jornada, ele designava alguns de seus
companheiros de viagem para permanecerem junto ao corpo, durante toda a noite.
O alegre e brincalhão Xaxá não informou qual a razão daquele “velório”se era
uma demonstração de fé cristã, ou se os homens por ele escalados estavam de
sentinela para o defunto não fosse “surrupiado”na calada da noite”.
Tarcisio Gomide escreve (sobre
a compra da Fazenda do Xaxà) em sua obra, Universidade Federal de Viçosa,
esboço de uma síntese histórica: “O Dr. Fernando de Mello Vianna, Procurador
Geral do Estado, tentou, entretanto, adquirir os terrenos pela forma singela da
compra e venda, evitando o processo compulsório da desapropriação, embora o
procedimento escolhido exigisse, como de fato exigiu, paciente e demorado
trabalho de convencimento dos proprietários, enclausurados numa resistência
passiva que parecia interminável. Os terrenos foram comprados dos Srs. José
Tristão Gonçalves Guimarães, Antonio Vitareli, Octavio Pacheco, Christiano
Machado, Lino Lopes Rosado, Laurentino Vieira, herdeiros de Antônio Massena,
Juventino Octavio Alencar, Alberto Álvaro Pacheco e Alexandre Ferreira da
Silva. Sobre as dificuldades enfrentadas pelo Dr. Mello Vianna, deixemo-lo
confessar, de próprio punho, no relato ainda de Bello Lisboa: O pior é a
resistência passiva dos vendedores. Não sei si conseguirei levar a cabo a
empreitada, pois nunca tive igual. É preciso ter uma dose grande de paciência e
provisão de coragem. Nunca andei tanto a pé em minha vida; de plano, não me
traziam os animais para percorrer os terrenos de que precisávamos, mas a pé, e
sem temer os carrapatos, percorri-os todos e realizei as compras que deram à
Escola os seus primeiros terreno, e onde eu mesmo estou inaugurando o seu
edifício principal”.Vencida a relutância dos proprietários, com paciente
trabalho de persuasão, e em cumprimento do disposto no Decreto nº 6.053, de 30
de março de 1922, que criara a Escola Superior de Agricultura e Veterinária e a
instalara em Viçosa, foram iniciadas as obras de construção...
FOTO DA FAZENDA DE ALEXANDRE
FERREIRA DA SILVA.

José Lopes Dias de Carvalho e Amélia Silva de Carvalho, o casal teve:
#Geraldo Lopes de Carvalho, casou-se com Geralda...,o casal teve: José Silvério
de Carvalho; Maria do Rosário Carvalho Sant’Anna casada com José do Espírito
Santo Sant’Anna; Ana Amélia de Carvalho
Araújo casada com José Horlando Araújo; Terezinha Margarida de Carvalho; Maria
das Graças de Carvalho; Antônia Lopes de Carvalho; Maria do Carmo Carvalho
Peixoto casada com Luis Carlos Peixoto de Oliveira; Geraldo Lopes de Carvalho
Filho; Alexandre da Silva Ferreira e Fernando Antônio de Carvalho.
#Maria Aparecida de Carvalho -Tia Nana- Irmã Ângela, Nasceu
em Viçosa no dia 05 de outubro de 1914, entrou para a Companhia das Filhas da
Caridade no dia 15 de agosto de 1948, passou pelo Hospital da Providência do
Rio, Barra Mansa, Três Rios e pelo Hospital São Zacarias; em 1999 mudou-se para
a Casa Catarina Labouré e em 2006 foi transferida para a Casa Rosalie Rendu,
onde permaneceu até à morte. Faleceu no dia 15 de fevereiro de 2008, com 93
anos de idade, dos quais 60 foram doados ao serviço de Jesus Cristo nos pobres.
Assinou
seu testamento no dia 5 de dezembro de 1975 na cidade de Viçosa instituindo
seus herdeiros (suas irmãs) Terezinha de
Carvalho e Maria de Lourdes de Carvalho.
#Ana de Carvalho -Tia Nazinha, casou-se com Luiz Maria de Moura, o casal teve: Henrique
Maria de Moura, casado com Deise Conceição
de Souza Moura que tiveram: Guilherme de Souza Moura, Gustavo de Souza Moura e Viviane de Souza Moura;
Ana
Maria de Moura Bonjour, casada com Antônio Eugênio Bonjour que tiveram: André
de Moura Bonjour, Sandra de Moura
Bonjour, Silvia Maria de Moura Bonjour,
Simoni de Moura Bonjour;
Delice Amélia de Moura, casada com Paulo Cézar Resende Fontes que tiveram: Cristiane Carvalho de Moura Fontes e Fernanda Carvalho de Moura Rezende Fontes;
Alice Maria de Moura casada com Álvaro Manoel Rodrigues de Almeida que tiveram: Ana Carolina de Moura Almeida;
Ângela Regina de Moura, casada com Lorildo Aldo Stock que tiveram: Vinicius de Moura Stock e
Mateus de Moura Stock;
Beatriz Angélica de Moura casada com Gil de Abreu Souza Filho que tiveram: Ana Paula de Moura Souza e Luiz
Fernando de Moura Souza;
Silvio
José de Moura casado com Cristina Alves
Costa de Moura e
Luiz Eugênio de Moura.
#José Lopes de Carvalho -Tio Zezé, casou-se com Erotildes Soares da Silva de Carvalho, filha de Sebastião José da Silva e Jovina Soares da Silva (da
cidade de Visconde de Rio Branco), o casal teve: Eliana Carvalho Romeiro, casada com Reginaldo da Silva Romeiro; José
Eugênio de Carvalho, casado com Mônica
Maria Horta Azevedo; Maria Amélia
de Carvalho Fonseca, casada com Sérgio
Eduardo Abud Fonseca e César Augusto
de Carvalho, casado com Rita....
Viçosense, nasceu no dia 7 de
julho de 1918, indo fazer o curso de Direito na Faculdade de Direito do Rio de
Janeiro, onde se formou em 1946 e já no ano seguinte assumiu o cargo promotor
publico de Viçosa.
Após a ditadura e a
redemocratização do país, a cidade de Viçosa elegeu o seu primeiro prefeito,
Dr. José Lopes de Carvalho, que governou o nosso município no período de 1948 a 1950, tendo como seus
sucessores José da Costa Vaz de Mello/Parrique (1951-1954). Faleceu em
fevereiro de 1994.
O Jornal Cidade de Viçosa (tendo
como diretor o deputado Juarez de Sousa Carmo) em 30 de novembro de 1947,
publicou: o resultado das eleições realizadas no Município de Viçosa, com a
vitória do Dr. José Lopes de Carvalho do partido republicano, destacando que o
futuro governo municipal vai ter à sua frente, como prefeito, um moço cheio de
esperança e entusiasmo pela terra em que nasceu. Advogado competente, de uma
probidade inconcussa, laborioso e ativo, sem hipocrisia, sem ambições e
maldade, o Dr. José Lopes de Carvalho é a grande alma cujos ombros se apóiam a
grandeza e o porvir construtivo desta terra.
FotoFuncionalismo,
professorado e operariado municipal reunido na praça Silviano Brandão em 1948,
ao redor do prefeito Dr. José Lopes de Carvalho, ...
Após administração de José Fausto
de Castro e José Lopes de Carvalho, durante os anos de 76
e 77, houve mais investimentos do
clube, porém na parte estrutural. Para isso ocorreram modificações
no estatuto, dentre elas, o
aumento de números cotas disponíveis, como relata Paniago (1990)
Dedicatória do poema abaixo,
ofertado por Dr. José à sua tia (esposa do Dr. Sebastião Ferreira da Silva): “A querida tia Cora, com grande admiração
pessoal e intelectual do José”.
“Paz na Angustia” (Poemeto
psicastênico)
“Neste século de luzes”,
neste mundo de trevas
há foguetes no espaço,
há conquista de luas,
há namoro com Venus,
há crime na rua.
Há guerra entre os povos...
A ciência se exalta,
os elétrons se chocam,
os átonos se partem.
O orbe estremece
e de fumo escurece...
A poluição intoxica
os seres que morrem...
A humanidade escorrega
no lodo dos tempos.
Desintegram-se as matérias
e o espírito também...
Há ondas de angustia
nos
dias que vêm...
e o homem tem medo
do mundo que tem.
Viçosa, 10/ 03/76.
Cônego José Geraldo Vidigal de
Carvalho, publicou na Folha da Mata (em
26/02/94):
”Viçosa perdeu, no dia 15 de
fevereiro, um dos seus vultos mais preclaros cuja memória será sempre lembrada
pelas gerações futuras... Almas nobres não fazem pactos efêmeros, assim durante
quarenta e sete anos foi fiel a sua esposa Erotildes, num lar cristão, no qual,
no caso de sua vida recebeu toda assistência desta consorte, sempre a seu lado”
na alegria e na tristeza ”... Dr. José de Carvalho, no exercício da advocacia
foi um talento a serviço da justiça. O seu verbo florente e florido, imaginoso
e rutilante honrou a oratória forense. Na defesa era impenetrável, na replica
fulminante. Brilhante como promotor público, brioso causídico, a OAB o teve por
diversas ocasiões como vice- presidente na sub- seção de Visconde do Rio
Branco... chegou a ser cogitado ele ser advogado da Embaixada Inglesa no Brasil
e para cargos elevados no pais. A tudo declinou, pois suas delicias eram curtir
esta região, sua gente, seu destino. Nos primórdios de sua atuação
pós-formatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro, pelos idos de 1947
tornou-se prefeito de Ervália e depois de Viçosa... Foi a política regional o
seu primeiro campo de batalha. Realizou obras perene sobre o lema” Estradas e
Educação”... Para um vulto como Dr. José de Carvalho a campa é um altar sobre o
qual se desfolham as flores da gratidão e das mais justas homenagens. Seus
feitos haverão de ser recordados.”
Como escreveu Dr. Edgar de Vasconcelos,
na Tribuna Livre (em 18/04/1997): “Quando iniciamos a nossa atividade perante o
foro da comarca de Viçosa, ele já havia prestado inestimáveis serviços como
administrador honesto e competente aos Municípios de Ervália e Viçosa, onde
deixou a sua passagem assinalada por duas importantes administrações, no
domínio da vida publica. Depois disso, resolveu-se dedicar-se exclusivamente à
advocacia, para qual havia sido vocacionado, desde os bancos acadêmicos... como
orador fluente que sempre foi, tornando-se, por isso mesmo, uns dos advogados
mais requisitados na comarca de Viçosa e nas comarcas vizinhas... ele
consolidou o seu nome como grande advogado no cível e no crime... ele foi um
grande homem, um grande chefe de família, um grande profissional, que não pode
ser esquecido pelos viçosenses que dele receberam o maior quinhão de sua vida
como homem e como profissional de alto nível que foi.”
A advogada Dra. Rosa Emilia
Silva Vieira Santos, escreve em março de 2001, na Revista Lógica: Conheci-o
somente em 1980. Já contava 62 anos de idade. Acolhida por ele, de braço
estendidos e com muito carinho, como estagiária em seu escritório de advocacia
e, posteriormente, como sua colega de escritório, fui através de sua
competência, introduzida nas lides forenses. Desfrutei, durante áureos anos de seus
ensinamentos e de sua experiência de vida. Escutava atentamente, quando me
narrava sobre suas defesas processuais, notadamente, as criminais... Tinha uma
oratória e presença de espírito inigualável. O “ex ad-verso” ficava incrédulo.
Colocava paixão em suas memoráveis defesas. Contaram-me seus fieis companheiros
de advocacia, Drs. José Torres Duarte e Expedito Luiz Leão, que ele era
imbatível e nos júris, sempre encontrava um caminho, uma solução, que aflorava
como sendo a real situação em que se encontrava se cliente, no momento do
infortúnio; tal qual aconteceu, certa vez, em um júri na Comarca de Teixeiras,
em que, para justificar a tese de legitima defesa de seu cliente, que havia
atirado, na vitima pelas costas, ele sustentou que: “a vitima ao preparar para
dar uma paulada no réu, fez um giro tão rápido, que o tiro acertou- lhe nas
costas... Dr. Januário Fontes, dizia que Dr. Carvalho, “fazia do quadrado,
redondo” e Dr. Geraldo Custódio, que ele: começava o júri, fazendo o esqueleto,
daí a pouco, começava a vesti-lo... Advogava com prazer, tinha amor à profissão
e era liberal na cobrança de seus honorários, ou melhor, não gostava de
cobrá-los. Incontáveis vezes, advogava, sem nenhuma remuneração; para os
necessitados, nem cogitava de cobrá-los. Não o atraia a riqueza.... É
reconhecido, por toda classe de advogados. Como sendo exemplo de
profissionalismo, tanto o é, que a sala dos advogados da 91º Subseção da Ordem
dos Advogados do Brasil- Viçosa, leva seu nome e ao nela adentramos, deparamos
com seus cabelos grisalhos seu sorriso enternecedor e seu olhar firme,
perpetuados em sua foto... Como administrador publico, sua gestão foi
inovadora. Deu ênfase a educação, implantação de industrias, fez inúmeras obras
em beneficio do município, sendo pioneiro, no trabalho de socialização em
Viçosa, ao permitir, que os presos da cadeia publica, executassem serviços
municipais. Sua visão era avançada e desenvolvimentista, construindo até mesmo
o aeroporto, em São José
do Triunfo, inclusive, com estação de passageiros.
A Câmara Municipal de Viçosa
realizou no dia 30/03/1994 sessão solene em homenagem ao advogado e ao
ex-prefeito de Viçosa José Lopes de Carvalho, o autor do requerimento que
propôs a homenagem foi o vereador Euter Paniago, o orador oficial da noite
citou o desempenho de José Lopes de Carvalho no governo do município, Paniago
informou que as leis de Viçosa começaram a ser regulamentadas no seu governo.
Primeiro prefeito após ditadura Vargas, a Lei numero um de Viçosa, do dia 18 de
janeiro de 1948, dá bem o sentido da preocupação do prefeito que acabara de
assumir o governo municipal, uma vez que ela regula o serviço de abastecimento
d’água de então, cobrado ainda sob pena d’água, ao preço de 65 cruzeiros por
ano.
Outra característica marcante
de José Lopes de Carvalho foi sua preocupação constante em incentivara
implantação de indústrias no município. Como prefeito, sua contribuição foi
traduzida na isenção de tributos aqueles pretendiam iniciar qualquer atividade
que
Redundasse em aumento de
emprego e mão-de-obra. Prova disso é que 13% do total de projetos enviados à Câmara,
durante os três anos de governo, versaram sobre a matéria.
Pouco mais de quarenta anos
passados desde a gestão de José Lopes de Carvalho e quanta mudança Viçosa
experimentou! A Lei nº 26 autorizava o prefeito incorporar o bairro Conceição
ao perímetro urbano. A Lei nº 30 autorizava a abertura da rua Silva Pontes e a
Lei nº 93 autorizava a receber doação de terreno para abertura da travessa
Sagrados Corações. Contribuiu extraordinariamente ao desenvolvimento do
município foi, seguramente, a aprovação da Lei 91, que estabelece o Código de
Posturas Municipais. A Lei é completa e regula toda a vida do município.
Contendo 559 artigos e ocupando 145 paginas do livro de registros de Leis, ela
disciplina a venda de terreno, as construções, o uso das vias publicas, a
abertura de estradas e caminhos públicos, a venda de inflamáveis e explosivos,
o controle das queimadas, a extinção de insetos nocivos, dentre outras. Vale a
pena mencionar a Lei 32, que torna obrigatório a construção de muros dos lotes
urbanos. Assinada em 29 de novembro de 1948, essa determinação tem mais de 45
anos e continua sendo descumprida ate hoje, embora revigorada em diversas outras
oportunidades. Ela vale, porém, como marco histórico a indicar o interesse do
prefeito de então em disciplinar tão importante fato na vida de Viçosa.
No setor educacional, o
governo Jose Lopes de Carvalho deixou marcas profundas. Construção e reparo de
escolas no município e nos distritos de então, como Cajuri e São Miguel do
Anta; compra de ações do Colégio de Viçosa; criação de bolsa de estudos para
viçosense carentes, estudantes da então Universidade Rural do Estado de Minas
Gerais, nossa atual Universidade Federal de Viçosa, são exemplo que demonstram
isso. Doação de terreno para a agência do Correios e Telégrafos, contribuição
financeira para construção da igreja matriz de Santa Rita de Cássia, ajuda
financeira aos hospitais São Sebastião ao alguns atos do prefeito José Lopes de
carvalho, que mostram sua preocupação com as instituições de Viçosa.
É digno de menção o teor da
Lei 31, segundo s qual a Câmara autorizava o prefeito a comprar uma motocicleta
para uso do serviço de fiscalização. Tal era o rigor, o senso de
responsabilidade e o respeito às prerrogativas do Poder Legislativo que até
mesmo para adquirir uma motocicleta o prefeito se curvava à autorização dos
vereadores. Pena que esse tipo de comportamento não se verifica com tanta
freqüência.
Além das leis daquele período
demonstrarem grande apoio também ao setor rural, com a construção de pontes,
matadouros, estradas e escolas, vale mencionar o teor da Lei 84, sancionada no
mês de agosto de seu ultimo ano de governo, pela qual é disciplinado o processo
de aposentadoria dos servidores do município.
É bom frisar, contudo que a
avaliação de desempenho de qualquer governante com base apenas nas leis por ele
editadas não esgota a possibilidade de analise sobre outros aspectos do
processo administrativo. Todavia, as leis são, de modo geral, excelentes
indicadores das características de quem as propõe.
José Lopes de Carvalho, visto
hoje com mais de 40 anos de distancia, é um prefeito que crescera na estima e
no respeito de nossa gente, à medida que mais informações forem sendo dadas
sobre seu fecundo governo.
O Jornal Voz de Rio Branco, publicou na edição de 27/02 a 05/03 de
1994: Coluna Ontem&Hoje (José Lima de Silva) Saudade: Mal inicio nesta
coluna a Série” Caminhando”, sou forçado a fazer uma pausa para falar de
saudade. Saudade de uma pessoa que se foi desta vida para o repouso da
eternidade..........
#Alexandre Braz de Carvalho, casou-se com Maria da Conceição Santana de Carvalho
( filha de José Borges Santana e Celuta de Oliveira Santana), o casal teve: José Antônio de
Carvalho , Carlos Alexandre Braz de
Carvalho , Maria do Carmo Carvalho e Maria José de Carvalho.
#Efigênia Lopes de Carvalho, faleceu criança.
#Sebastião Lopes de Carvalho -Tio Pingo, casou-se com Glória Pereira de Carvalho, o casal
teve: Lúcia Pereira de Carvalho, casada com Belmiro...; Heloisa Pereira de
Carvalho, casada com Paulo Piau: Ângela Pereira de Carvalho casada com José
Elias Resende; Paulo Márcio de Pereira de Carvalho, casado com Bernadette
Bicalho; Marcelo Pereira de Carvalho, casado com ...
No Colégio de Viçosa, onde lecionava Português, Latim, Religião, História, Filosofia, Moral e Cívica, quando algum aluno lhe fazia pergunta, dele recebia uma aula à parte. A arte era integrante na vida de nosso biografado. Utilizava o Grêmio Artístico e Literário Arduino Bolivar (Galab) para fazer com que os alunos se desinibissem, empolgando o público com a música, poesia e o teatro, despertando vocações. Amigo, apaziguador, capaz de entender o comportamento de uma juventude buliçosa. Às vezes, escrevia poemas. O seu universo intelectual não era, entretanto, o das ambivalências, poéticas, mas o da linguagem límpida e exata dos textos em prosa, bem escritos e orvalhados de ternura.
Professor Lopes, o Pingo, para os familiares, possuía boa cultura humanística, forjada ao influxo dos modelos clássicos, dos quais tinha vasto conhecimento como Dante, Tasso e Camões. Símbolo de trabalho, de energia pessoal, desdobrava-se, dia e noite, no magistério, preparando jovens, hoje dispersos por todo o mundo: médicos, advogados, odontólogos, agrônomos que espalham o seu evangelho de beleza moral e de cultura.
Lopes, safa pelas ruas de Viçosa, nas manhãs de domingo, em sua lambreta, despertando atenção do povo, de tão velha, cacareco mesmo. Simples, extrovertido, conversava com uns e outros, contando histórias que só ele sabia narrar. Modesto em sua grandeza humana, íntegro em suas atitudes. Era uma pessoa singular e se fazia estimar por todos, do mais ilustre ao mais simples homem do povo.
Ministrava suas aulas, além de prestar cooperação aos dirigentes de instituições educacionais. Entre outras atividades, foi assessor da Reitoria da Universidade Federal de Viçosa; professor colaborador do Departamento de Letras e Artes, presidente da Comissão Técnica de Comunicação e Expressão para Vestibulares e membro das comissões permanentes de Vestibular e do Catálogo Geral da UFV. Foi um dos exemplos mais significantes de que se tem notícia no magistério da região. As pessoas que o conheceram compreenderam a grandeza de seu ideal, dando-lhe a justa medida de seu valor. Em cargos públicos, também foi notável a sua atuação como presidente da Câmara Municipal.
VESPA DO PROF. SEBASTIÃO LOPES DIAS DE CARVALHO
Localização: Desconhecida
Tombamento:
O Prof. Sebastião Lopes Dias de Carvalho nasceu em 30 de março de
1925, em Viçosa MG. Cursou todo, equivalente, primeiro e segundo graus no
Seminário Menor de Mariana, onde adquiriu seu conhecimento e referências
teológicas. Em sua vida adulta lecionou por mais de 30 anos, em sua maioria
dedicada ao Colégio de Viçosa.
A origem do Colégio remete ao Gymnásio de Viçosa fundado em 1913.
A instituição ganhou grande prestígio na região, sendo referência de ensino e
recebendo alunos de diversos estados da federação. Em 1943 o Gymnásio adquiriu
o Ginásio do Professor Alberto Álvaro Pacheco e constituiu a Sociedade Civil
Colégio de Viçosa, onde atuou o Prof. Sebastião Lopes Dias de Carvalho. No
Colégio lecionou Português, Latim, Religião, História, Filosofia, Moral e
Cívica. Amante das artes estimulava o Grêmio Artístico e Literário. Pessoa
singular e estimada na sociedade foi assessor de diversos dirigentes
educacionais e da reitoria da universidade Federal de Viçosa.
A Vespa era um ícone do Prof. Lopes, refletindo sua personalidade
e autenticidade. Comprada nova, envelheceu junto com o dono. Lendas locais
criavam histórias entre a parceria entre o dono e o veículo. Assim, como o
homem foi personagem da história social local, sua vespa se tornou parte
integrante da mesma. O Prof. Sebastião Lopes faleceu em 21 de agosto de 1981.
A Vespa é um dos poucos bens móveis tombados no município. Seu
valor caracteriza-se pela expressão cultural e histórica social, referente ao
personagem que fora o Prof. Sebastião Lopes Dias de Carvalho.
#Terezinha de Carvalho- Tia Terezinha;
#Maria de Lourdes de Carvalho -Tia Lulude casou-se com Lúcio Queiroz Gonçalves, filho de José Baptista Gonçalves
(natural de Pinheiros Altos distrito de Piranga- MG) e de Durvalina de Queiroz
(natural de Antônio Pereira distrito de Ouro Preto- MG);
#Amélia Carvalho -Tia Leleia (minha mãe) nasceu em 30/07/1930 em Viçosa MG , casou-se em Mariana- MG com Henrique Cruz Filho, filho de Henrique
Cruz e Brazilina de Aquino Cruz, nasceu em 09/03/1930, em Vilha Velha-ES , o
casal teve: Henrique Cruz Neto nasceu em 05/11/1959, em Macaé RJ ; Mauricio
Carvalho Cruz nasceu em 06/10/1962, em Niterói RJ , casou-se com Marisa Mendes....; Raquel
Carvalho Cruz nasceu em 17/03/1968, em Niterói RJ , casou com Alexandre Fleury.......; Andréia
Carvalho Cruz nasceu em 22/08/1969, em Niterói RJ , casou com Thales Almeida Ferreira Fernandes,
natural de Caratinga - M.G., nascido em
02/04/1965, filho de Salatiel de Resende Fernandes Neto e Marlene Maria de
Almeida Fernandes, em 17/041993 na cidade de Mariana-M.G.
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